Dia do Cliente: focar no consumidor ainda é a chave para o sucesso dos negócios

O padrão e as formas de consumo mudaram consideravelmente nos últimos anos e, com a propagação do vírus da Covid-19, muitas ações se tornaram rotineiras para a maioria das empresas, como a presença digital e os serviços de entrega, por exemplo. Nesse sentido, a crise virou mesmo uma oportunidade para os empreendedores que souberam escutar atentamente aos anseios dos consumidores nos últimos dois anos. Mais do que nunca, o Dia do Cliente, celebrado no próximo dia 15, é uma data de reflexão para os empresários que desejam implementar melhorias nos seus negócios e, claro, faturar mais.

“Naturalmente, a pandemia, em função dos lockdowns, trouxe uma mudança radical no processo de comportamento do cliente, que é a razão de ser dos negócios”, explica o gerente de Relacionamento com o Cliente, Enio Pinto. Pensando nisso, a Agência Sebrae de Notícias compartilha as orientações de três especialistas sobre o novo perfil e o que deseja o cliente em 2022.

Presença digital
Para Enio Pinto, a crise sanitária deixou três legados essenciais: o maior cuidado com a higiene, a não aglomeração e a transformação digital “Dos três, a questão da transformação digital veio para ficar. Não que os outros não tenham impacto também permanente, mas hoje não se pode mais pensar no negócio sem canais digitais para manter contato permanente com a sua clientela. Então, todo mundo começou a vender por redes sociais, e-commerce ou marketing places.”

Veja abaixo dicas para se destacar na internet:

Buscar a o omnicanalidade: investir na integração entre canais físicos e digitais de atendimento e venda, proporcionando uma experiência única, facilitada e funcional para o consumidor. Ou seja, ter em qualquer canal à disposição do cliente o mesmo conteúdo;

Agilidade: tanto o produto quanto a qualidade de atendimento é um diferencial. Ter canais ativos para que o consumidor entre em contato com você de forma mais rápida pode garantir um passo à frente da concorrência;

A apresentação importa: invista também nas alternativas de mostrar o seu produto. Aposte em imagens e vídeos e esteja atento à maneira como você coloca as informações – aquelas que são fundamentais precisam ficar em destaque.

Segurança: a comunicação é uma forma de diferenciação e pode trazer mais segurança para o consumidor. O canal digital, ao contrário da loja física, ainda pode gerar muitas dúvidas no cliente. “Quando a transação se dá pelo canal digital, é preciso checar as informações daquela loja. Então, uma das formas de se diferenciar é apresentar segurança. Entregar a mercadoria em um prazo que seja razoável e frete a custo baixo, bem como ter uma variedade de produtos e foco no cliente”, reforça o gerente de Inovação do Sebrae, Paulo Renato Cabral.

Fidelização de clientes
Além de atender às necessidades do cliente, Enio Pinto destaca que hoje os negócios também precisam ir além e entender quais são os sonhos do consumidor. “Você tem que se envolver o máximo possível com o cliente. Entender exatamente o que que ele deseja do seu empreendimento e encantá-lo com uma experiência incrível. Prontidão total e resolutividade”, garante.

Confira sugestões de fidelização:

Qualidade do serviço: a fidelização ultrapassa a questão de preço e se apoia também na excelência do atendimento, incluindo a atenção aos detalhes e ao consumidor. O pós-venda é fundamental, com destaque para a política de troca e devolução do empreendimento, por exemplo;

Cadastro de clientes: estratégia fundamental que ganhou ainda mais força com a chegada da pandemia. Durante os períodos mais críticos de isolamento, muitos empreendedores perderam boas vendas por não manterem atualizado o cadastro de clientes;

Melhore o seu CRM: as estratégias de Customer Relationship Management (CRM) costumam ser as mais indicadas para fidelizar clientes. “Cada vez mais, a gestão do cliente passa a ser chave para sustentabilidade do empreendimento. Então, vale o investimento”, garante o gerente de Competitividade do Sebrae, Cesar Rissete. Mas, se não há recurso para gastar com ferramentas com mais funcionalidades, o empreendedor pode buscar alternativas que servem o propósito inicial que é manter o contato com o cliente. As redes sociais, por exemplo, podem ser usadas para relacionamento com consumidores;

Ofereça a experiência completa: o cliente paga um preço, mas quer receber valor. De acordo com Pinto, o valor é a entrega de um benefício concreto, mas por meio de uma experiência incrível. “Quando você entra em um restaurante, o benefício que você quer é se alimentar. Por outro lado, você quer que isso aconteça em um ambiente seguro, com estacionamento. Você quer garçons preparados, pluralidade na forma de pagamento, música ambiente e ar-condicionado. Ou seja, é por aí que hoje os pequenos empreendimentos vão fidelizar o seu cliente”, complementa.

Mantendo um preço competitivo
O aumento nos custos de produção e a alta da inflação já tiraram o sono de muitos empreendedores brasileiros. Tal cenário trouxe ainda mais incerteza aos empresários que têm dificuldades em definir um preço por seu produto ou serviço. “A definição do preço é a estratégia mais adequada para o pequeno negócio se posicionar no mercado”, adianta Enio Pinto.

Como definir um preço competitivo para o cliente?

A regra dos “3 C”: o primeiro ponto a se prestar atenção são os custos, ou seja, o preço definido tem que, minimamente, cobrir o dinheiro gasto na produção. Já o segundo “C” é o da concorrência, pois é preciso fazer uma pesquisa de mercado a fim averiguar como os concorrentes estão precificando o produto ou serviço. Se eu tenho mais qualidade e experiência positiva do que meu concorrente, posso, eventualmente, lançar mão de um preço mais elevado. O último “C” é o de cliente. Nessa etapa final, eu tenho que avaliar quanto meu cliente está disposto a pagar pelo meu produto e sua percepção de valor;

Controle de estoques: nesse caso, a gestão é fundamental. Quando o estoque se mantém alto e os custos da mercadoria aumentam, automaticamente o estoque também fica mais caro e não é possível manter um preço competitivo;

Procure outros fornecedores: uma das dicas é pensar na substituição de fornecedores como alternativa quando os custos de insumos aumentarem, por exemplo;

Produto diferenciado: ao oferecer um produto ou serviço com diferenciações, o empreendedor está agregando valor e consegue somar no preço final. “Mesmo com um custo levemente alto, você consegue manter o consumidor porque você tem um produto diferenciado”, lembra Rissete.

Posts Relacionados

Notícias

O varejo alimentar digital já é uma realidade no Brasil

O e-commerce alimentar é maior do que você imagina e a temporada de balanços das varejistas do segmento, como Carrefour e GPA, comprovam isso! Contexto e desafios Em todo o mundo, o segmento de consumo que apresenta menor penetração do digital é o varejo alimentar. Mesmo nos países com os maiores índices de digitalização do varejo e de sua população, como Coreia do Sul, China, Taiwan e Inglaterra, a penetração das compras online de alimentos mostra números baixos e muito

Ler post »
Notícias

Como aumentar valor médio do pedido: seis maneiras de vender mais no e-commerce

Primeiramente, se você perguntar a um gerente de comércio eletrônico quais métricas do site ele está trabalhando ativamente para melhorar, provavelmente ouvirá alguma combinação de: tráfego do site, taxa de conversão ou receita. O tráfego para seu site é alto. As taxas de conversão são boas. Mas então você lê as letras miúdas: os valores do seu pedido e a quantidade que os clientes compram no checkout são consistentemente baixos. Quanto seus clientes estão gastando cada vez que fazem um

Ler post »
Notícias

Presidente da FCDL-MG fala ao Diário do Comércio sobre alta da taxa Selic

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve o plano de reduzir o ritmo do aperto monetário e elevou a taxa básica de juros (Selic) em 1 ponto percentual, passando de 10,75% para 11,75% ao ano ontem. A decisão veio em linha com as projeções do mercado financeiro. Levantamento feito pela Bloomberg mostrou que a maioria dos analistas consultados esperava elevação de 1 ponto na Selic, mesmo com a deterioração nas expectativas de inflação. O colegiado do BC

Ler post »
Notícias

Donos de pequenos negócios devem ficar atentos às regras de saúde e segurança do trabalho, que entram em vigor em janeiro de 2023

Apesar de tratamento diferenciado, garantido pela Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (LC 123/2006), os pequenos empreendimentos não estão dispensados de realizar o gerenciamento de riscos ocupacionais. Como as grandes geradoras de empregos formais no país, acumulando neste ano 1,6 milhão de contratações, o que representa 71,6% do total de novos postos de trabalho em todo o Brasil, as micro e pequenas empresas devem tomar alguns cuidados e observar as obrigações, pois o não cumprimento da legislação trabalhista e

Ler post »
Notícias

Pix é usado por 71% dos brasileiros; taxa de aprovação chega a 99% entre jovens

O Pix, sistema de transferências e pagamentos instantâneos do Banco Central, que completou um ano recentemente, já é usado por 71% dos brasileiros. A taxa de aprovação aumentou nove pontos em 12 meses e chegou a 85%, mostra pesquisa da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), divulgada nesta terça-feira. Há um ano, a aprovação era de 76%. Entre os jovens (18 a 24 anos), a aprovação do Pix chega a 99%, patamar semelhante a faixa etária seguinte (25 a 44 anos),

Ler post »
Notícias

Operações com pix serão fiscalizadas

De acordo com esse decreto, as instituições bancárias deverão apresentar à Secretaria da Fazenda estadual todas as informações relativas às operações realizadas por meio do “PIX”, assim como já aconteceu com as operações de cartões de crédito/ débito. Essa é uma forma de identificar pagamentos feitos sem a devida emissão de documento fiscal, podendo, no caso das microempresas e empresas de pequeno porte, serem excluídas do Simples Nacional, já que essa é uma das condições para se manter no sistema

Ler post »