Comércio de Minas Gerais cresceu acima da média nacional em 2023

O comércio em Minas Gerais teve um resultado melhor em 2023 do que o do Brasil, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado do ano, Minas cresceu 3,2% na comparação com 2022, enquanto o crescimento no país foi substancialmente menor, de 1,7%, no mesmo período.
O Estado teve 10 meses de números positivos e apenas dois de taxa negativa, comprovando uma trajetória de expansão do setor no ano.
Em relação aos dados de dezembro, Minas também teve uma performance melhor do que a nacional. Enquanto o volume de vendas do comércio varejista avançou 1,1% no Estado, o Brasil teve um recuo de -1,3%.
Na avaliação do economista-chefe do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Izak Carlos da Silva, os resultados do comércio em Minas foram motivados pelo crescimento nas vendas de alguns setores em especial, como no atacado de alimentos e bebidas, que avançou 15,8% em 2023, e de perfumaria e cosméticos, cuja alta foi de 19,3% no ano. Na contramão, combustíveis e lubrificantes não tiveram um desempenho positivo (-17,4%).
No varejo restrito, cinco dos nove segmentos pesquisados avançaram. “O resultado em Minas Gerais foi muito positivo, disseminado em quase todos os segmentos, muitos crescendo bastante. A queda na venda de combustíveis pode ser notada em todo o Brasil devido à variação dos preços relativos”, analisa o economista.
Apesar do resultado positivo no acumulado do ano, o varejo ampliado enfrentou dados negativos em 2023 em Minas nos segmentos de veículos e peças de material de construção.
“É um segmento que depende muito do crédito, que foi muito caro ao longo do ano. Observamos uma recuperação no segundo semestre, com a redução do ciclo da taxa básica de juros, mas que não foi suficiente para melhorar o desempenho no ano”, completou.
O presidente da FCDL Minas, Frank Sinatra, afirma que Minas Gerais é um Estado forte e que sabe aproveitar as oportunidades, face a um cenário desafiador como foi o de 2023.
“Como podemos observar pelos números, embasados por uma economia marcada pela redução da taxa de juros e pela inflação dentro da meta, esse crescimento do comércio reflete as mais de 23 mil novas contratações do setor no ano passado, segundo o Caged. Assim, temos que fortalecer o que está dando certo, aproveitar a queda do juros para ter acesso a um crédito mais barato e continuar a investir, pois o desenvolvimento econômico depende disso”, ressalta o presidente.
Com informações de O Tempo

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